O que o Resveratrol faz na Pele Só Protege ou também Repara

O Duplo papel do Resveratrol na Pele

O Resveratrol (RSV) é um composto multifuncional que atua na pele de maneira completa. Para saber o que o resveratrol faz na pele, devemos dividir o assunto em pelo menos duas partes importantes:  Defesa contra agentes externos e Reestruturação das marcas do tempo.

Ação de Proteção (Combate aos Fatores Extrínsecos)

Esta é a linha de frente do RSV, focada em neutralizar os agressores que causam o envelhecimento extrínseco. 

  • Antioxidante Potente: O RSV é um potente antioxidante, sendo frequentemente comparado a outros antioxidantes já conhecidos. Sua estrutura química complexa permite que ele atue contra o estresse oxidativo causado pelo excesso de radicais livres (RL). 

  • Fotoproteção: O RSV é um fitoalexina, uma substância que a planta sintetiza em defesa contra estresse ambiental, como a luz UV. Na pele humana, essa propriedade se traduz em proteção contra o dano induzido pela radiação UV (fotoenvelhecimento), protegendo as células contra o dano oxidativo. 

  • Controle da Inflamação (Anti-inflammaging): O envelhecimento é caracterizado por um estado de inflamação crônica de baixo grau (“inflammaging”). O RSV possui fortes propriedades anti-inflamatórias porque ele reduz a secreção de citocinas pró-inflamatórias (como IL-1β e TNF-α). Essa supressão da inflamação ajuda a mitigar a resposta inflamatória associada à idade.

Estresse oxidativo e inflamação

O estresse oxidativo é caracterizado pelo desequilíbrio entre a produção de espécies reativas de oxigênio (EROs) e a capacidade antioxidante do organismo, levando à geração excessiva de radicais livres que danificam proteínas, lipídeos e DNA. Esse processo ocorre predominantemente na mitocôndria e pode causar danos celulares que resultam em disfunções e perda da homeostase celular.​

A inflamação é um processo de defesa do organismo contra agentes nocivos, mas a alta produção de radicais livres no local da inflamação, gerada por células do sistema imunológico como macrófagos, pode desencadear estresse oxidativo. Esse estresse oxidativo pode, por sua vez, levar à oxidação de biomoléculas e ativar cascatas de sinalização que intensificam a resposta inflamatória. Assim, o estresse oxidativo e a inflamação estão intimamente ligados, com o estresse contribuindo para a manutenção e amplificação do processo inflamatório.​

Mecanismos da relação

  • O acúmulo de radicais livres afeta proteínas, lipídeos e DNA, comprometendo suas funções ->

  • As espécies reativas de oxigênio participam de processos celulares importantes, mas em excesso causam dano ->

  • A inflamação gera radicais livres e o estresse oxidativo potencializa o dano e mantém a resposta inflamatória ativa->

  • Este ciclo pode levar a doenças crônicas inflamatórias e degenerativas.

Essa inter-relação entre estresse oxidativo e inflamação é central para entender muitas patologias complexas e é alvo de pesquisas para intervenções terapêuticas, inclusive na área de suplementos alimentares e saúde.​

Quais antioxidantes naturais ajudam a reduzir a inflamação

  • Curcumina: presente no açafrão, rica em polifenóis, combate a inflamação e tem ação antioxidante.

  • Chá verde: contém compostos que diminuem enzimas inflamatórias e protege contra doenças crônicas.

  • Spirulina: alga rica em antioxidantes e ficocianina, que potencializa efeitos anti-inflamatórios.

  • Gengibre: contém gingerol e zingerona, que atuam contra a inflamação e reduz leucotrienos.

  • Resveratrol: presente nas uvas, bloqueia reações inflamatórias e protege células contra radicais livres.

  • Astaxantina: poderosa ação antioxidante e anti-inflamatória, atua em doenças crônicas.

  • Alecrim: contém ácido rosmarínico e cafeico com propriedades anti-inflamatórias.

  • Frutas vermelhas (mirtilos, morangos, amoras): ricas em fibras e antioxidantes que combatem e previnem inflamações.

  • Ômega-3: presente em peixes gordurosos, reduz inflamação e tem efeito benéfico em doenças autoimunes.

  • Folhas verdes (espinafre, couve): ricas em vitaminas antioxidantes que protegem contra estresse oxidativo.

  • Azeite de oliva extra virgem: com compostos anti-inflamatórios comparáveis a medicamentos como ibuprofeno.

  • Oleaginosas (nozes, castanhas): oferecem antioxidantes que protegem contra estresse oxidativo e inflamação.

Esses antioxidantes naturais atuam interrompendo o ciclo do estresse oxidativo e inflamação crônica, protegendo as células do dano causado por radicais livres e modulando respostas imunológicas, importantes para a prevenção e manejo de doenças inflamatórias crônicas.


Ação de Reparo (Combate aos Fatores Intrínsecos)

A função de reparo está ligada à longevidade celular e à manutenção da estrutura da derme, abordando as rugas e a flacidez. 

  • Estímulo ao Colágeno: O RSV demonstrou a capacidade de estimular a síntese de colágeno. Ele faz isso, em parte, ativando o receptor de estrogênio, dado o declínio de estrogênio que a idade traz e que afeta a redução de colágeno e a atrofia cutânea. 

  • Melhora da Espessura Dérmica: Em estudos, o tratamento tópico com trans-resveratrol aumentou a espessura epidérmica e dérmica. O aumento da espessura dérmica é atribuído à maior produção de colágeno, o que, por sua vez, aumenta a firmeza e a elasticidade da pele. 

  • Redução de Rugas: Através desses mecanismos, o RSV reduz rugas, revertendo danos. 

  • Clareamento: Além do reparo estrutural, o RSV também é um agente potencial de clareamento da pele. Ele inibe a formação de melanina, sendo eficaz no tratamento de hiperpigmentações, como o melasma. 

A chave da Eficácea

Para que todas essas ações (Proteção e Reparo) sejam maximizadas, a ciência aponta que a via de administração tópica é mais eficaz do que a oral, pois o RSV é rapidamente metabolizado no corpo (pobre biodisponibilidade). A aplicação na pele garante que o RSV atinja a epiderme e a derme em concentrações mais significativas. 


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  • Fotoproteção: O RSV é um fitoalexina, uma substância que a planta sintetiza em defesa contra estresse ambiental, como a luz UV. Na pele humana, essa propriedade se traduz em proteção contra o dano induzido pela radiação UV (fotoenvelhecimento), protegendo as células contra o dano oxidativo. 

  • Controle da Inflamação (Anti-inflammaging): O envelhecimento é caracterizado por um estado de inflamação crônica de baixo grau (“inflammaging”). O RSV possui fortes propriedades anti-inflamatórias porque ele reduz a secreção de citocinas pró-inflamatórias (como IL-1β e TNF-α). Essa supressão da inflamação ajuda a mitigar a resposta inflamatória associada à idade. 

  1. Ação de Reparo (Combate aos Fatores Intrínsecos)

A função de reparo está ligada à longevidade celular e à manutenção da estrutura da derme, abordando as rugas e a flacidez. 

  • Estímulo ao Colágeno: O RSV demonstrou a capacidade de estimular a síntese de colágeno. Ele faz isso, em parte, ativando o receptor de estrogênio, dado o declínio de estrogênio que a idade traz e que afeta a redução de colágeno e a atrofia cutânea. 

  • Melhora da Espessura Dérmica: Em estudos, o tratamento tópico com trans-resveratrol aumentou a espessura epidérmica e dérmica. O aumento da espessura dérmica é atribuído à maior produção de colágeno, o que, por sua vez, aumenta a firmeza e a elasticidade da pele. 

  • Redução de Rugas: Através desses mecanismos, o RSV reduz rugas, revertendo danos. 

  • Clareamento: Além do reparo estrutural, o RSV também é um agente potencial de clareamento da pele. Ele inibe a formação de melanina, sendo eficaz no tratamento de hiperpigmentações, como o melasma. 

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Para que todas essas ações (Proteção e Reparo) sejam maximizadas, a ciência aponta que a via de administração tópica é mais eficaz do que a oral, pois o RSV é rapidamente metabolizado no corpo (pobre biodisponibilidade). A aplicação na pele garante que o RSV atinja a epiderme e a derme em concentrações mais significativas. 

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