A seção FAQ tem como objetivo responder à dúvidas frequentes do leitor. Nossas respostas são todas retiradas de estudos e confirmações científicas de alta relevância e prestígio, disponíveis em seção exclusiva neste Site.

1. O resveratrol realmente ativa a SIRT1?

R: O estudo mais recente sugere que a ativação da SIRT1 pelo resveratrol, em alguns estudos de laboratório, poderia ter sido um “artefato experimental”. Isso significa que a interação poderia ter ocorrido apenas sob condições muito específicas, não sendo o principal mecanismo de ação no nosso corpo. A ação do resveratrol é bem mais complexa e abrangente (Kaeberlein, McDonagh et al. 2005; Schirmer, 2011).

R: Estudos indicam que o resveratrol atua principalmente nas MITOCÔNDRIAS, as “usinas de energia” das nossas células. Ele modula outras sirtuínas, como a SIRT3 e a SIRT4, que estão ligadas ao metabolismo energético e à função mitocondrial, impactando diretamente a saúde celular e a longevidade (Schirmer, 2011).

R: Antes de iniciar qualquer suplementação, é fundamental consultar um profissional de saúde qualificado. A biodisponibilidade do resveratrol isoladamente (o quanto o corpo consegue absorver e utilizar) é um fator crucial, e nem todo suplemento no mercado é eficaz. Continue lendo nosso blog para entender mais sobre as formulações com alta biodisponibilidade!

O Resveratrol ganhou fama por ser estudado como um composto que poderia aumentar a longevidade em diferentes espécies de laboratório, sendo associado inicialmente à ativação de enzimas chamadas sirtuínas (especialmente a SIRT1). As sirtuínas são reguladoras importantes de processos celulares ligados à longevidade, como a autofagia (limpeza celular). Embora o mecanismo seja complexo, o RSV ajuda a retardar o envelhecimento não pela ação direta da SIRT1, mas ao promover a função mitocondrial e suprimir o estresse oxidativo (Howitz et al., 2003; Baur et al., 2006).

Não. A ciência atual mostra que a atuação é muito mais complexa do que o inicialmente reportado. Estudos sugerem que o Resveratrol é “altamente promíscuo”, ligando-se a mais de 100 alvos entre enzimas, transportadores e receptores. Ou seja, ele interage com muitas outras funções e outros ativos.

É a conjugação de sua baixa biodisponibilidade e a rápida metabolização quando administrado por via oral. 

 

Ele é rapidamente metabolizado no fígado e intestino (metabolismo de primeira passagem) e transformado em metabólitos (conjugado em ácido glucurônico e sulfato).

Não. Mesmo após a administração de altas doses orais (até 5g), as concentrações plasmáticas do trans-resveratrol (a molécula nativa) são detectadas em níveis baixos. 

Sim, ele existe nas formas isômeras- cis- e trans-. A forma trans-resveratrol (trans-3,5,4’-trihidroxiestilbeno) é a que apresenta maior atividade biológica e é a mais estável. 

A indústria farmacêutica e cosmética utilizam sistemas de entregas avançadas como a nanoemulsões,, microesferas ou nanopartículas lipídicas para proteger o RSV da degradação e melhorar sua entrega aos tecidos.

 Sim. O Resveratrol é associado à possibilidade de ser um agente potencial de clareamento da pele para uso cosmético. Ele atua inibindo a formação de melanina e pode ser eficaz no tratamento de hiperpigmentações, como o melasma, que afeta áreas da pele expostas ao sol (Lee et al., 2014; Na et al., 2019). 

O Resveratrol (RSV) tem uma dupla função: proteção e reparo. Ele atua como um potente antioxidante, combatendo o estresse oxidativo e os radicais livres gerados por fatores externos, como a radiação UV, prevenindo o fotoenvelhecimento. Além disso, ele estimula a produção de colágeno e demonstrou a capacidade de aumentar a espessura dérmica, o que ajuda a melhorar a firmeza e a elasticidade da pele (Leal et al., 2017; Gonçalves et al., 2017). 

O envelhecimento geralmente envolve uma inflamação crônica de baixo grau, chamada de “inflammaging“. O Resveratrol possui fortes propriedades anti-inflamatórias. Ele age reduzindo a secreção de citocinas pró-inflamatórias (como IL-1β e TNF-α) e regulando negativamente vias de sinalização envolvidas na inflamação (Salehi et al., 2018; Zhou et al., 2021). Essa ação ajuda a mitigar a resposta inflamatória associada à idade e a doenças. 

Sim. O Resveratrol ganhou destaque inicial devido ao “Paradoxo Francês”, que correlacionou o consumo de vinho tinto* (rico em RSV) com a baixa incidência de doenças cardiovasculares, apesar de uma dieta rica em gordura. Ele apresenta efeitos cardioprotetores e anti-hipertensivos por mecanismos complexos, incluindo a promoção da função endotelial vascular, redução de lipídios e triglicerídeos, e ações antioxidantes e anti-inflamatórias (Leal et al., 2017; Zhang et al., 2021).

(não há aqui qualquer sugestão ou recomendação ao consumo de qualquer bebida alcoólica, mesmo porque para se obter os benefícios do resveratrol  contidos em uma capsula de alguns suplementos bem formulados, seriam necessário várias garrafas de vinho).

Ele é capaz de reduzir a secreção de citocinas pró inflamatórias (como IL-1β e TNF-α) e regular negativamente contra outras vias inflamatórias (como NF-κB). 

Priorizar formulações de qualidade que garantam a estabilidade do composto ativo (trans-resveratrol) e que possuam estudos de eficácia e segurança em doses adequadas. É importante focar na solução correta, e não na “solução mágica” 

A ciência indica que o envelhecimento cutâneo é um processo multifatorial. Por isso, a abordagem mais eficaz é a sinergia. O Resveratrol, sendo um potente antioxidante e anti-inflamatório, deve ser combinado com outros ativos que abordem diferentes causas do envelhecimento. Por exemplo, a combinação com a Vitamina C (que é um antioxidante potente) e o Colágeno (para combater a perda estrutural da pele) é essencial (Zhou et al., 2021; Farris et al., 2011). 

O Resveratrol é amplamente considerado bem tolerado em doses diárias de até 5 g por curtos períodos, com alguns estudos de longo prazo não relatando grandes efeitos colaterais. No entanto, os efeitos são dose-dependentes. Alguns estudos em modelos animais sugerem que o tratamento crônico com doses muito altas pode resultar em nefrotoxicidade (dano renal) (Crowell et al., 2004; Mukherjee et al., 2010; Zhou et al., 2021). Por isso, é crucial usar formulações de qualidade e dosagens estudadas, e a pesquisa em humanos saudáveis continua para determinar o uso ideal.

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