Principais Críticas Científicas _a Teoria da Informação do Envelhecimento
A teoria da informação do envelhecimento, proposta por David Sinclair e colaboradores, sugere que o envelhecimento ocorre devido à perda progressiva da informação epigenética que mantém as células em um estado jovem e funcional. Essa perda seria reversível por reprogramação epigenética. Contudo, existem algumas críticas científicas importantes a essa teoria:
Falta de evidência empírica definitiva: Embora haja dados promissores, a teoria ainda não foi testada amplamente em humanos e a reversibilidade do envelhecimento por restauração epigenética permanece preliminar. Alguns críticos apontam para a ausência de uma “cópia de segurança” da informação epigenética perdida, questionando como uma célula poderia recuperar essa informação numa lógica de sistema digital-analógico vulnerável ao dano.
Complexidade biológica subestimada: Críticos argumentam que a teoria simplifica o envelhecimento, que envolve vários processos moleculares, incluindo danos ao DNA, disfunção mitocondrial, acúmulo de proteínas tóxicas e inflamação crônica, que não foi explicado apenas pela perda epigenética.
Dificuldade em diferenciar causa e consequência: A perda epigenética pode ser tanto uma causa quanto a um efeito do envelhecimento, o que dificulta um modelo unificado e claro de causa primária. Alguns evidências ressaltam que os mecanismos e relações entre causas primárias, secundárias e terciárias do envelhecimento obscuro.
Reações adversas aos métodos de reprogramação: Em alguns estudos, os métodos onde se induz a reprogramação epigenética usando fatores como os de Yamanaka podem causar estresse celular ou respostas de eliminação celular (p53), ou que questionam a segurança e a eficácia plena desses tratamentos em longo prazo.